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Fórmula & Cia Vias aéreas superiores

Integridade da mucosa nasal

Irrigação, controle inflamatório e resistência das mucosas

Mulher assoando o nariz com um lenço de papel

Estratégias tópicas e complementares para reduzir hiperreatividade, congestão e irritabilidade das mucosas.

Visão geral

Mudanças climáticas, baixa umidade do ar, exposição a partículas irritantes e recorrência de agentes respiratórios favorecem o aumento da hiperreatividade da barreira mucosa, congestão nasal, ressecamento e desconforto respiratório, especialmente durante períodos sazonais. Segundo Tai e colaboradores (2022), estratégias de irrigação nasal e hidratação das vias aéreas podem contribuir para maior conforto respiratório, integridade da barreira epitelial e qualidade de vida do paciente.

A utilização de soluções de lavagem nasal, corticosteroides tópicos e veículos com pH fisiológico auxilia na redução da irritabilidade local, melhora do clearance mucociliar e suporte da função da mucosa respiratória. Associadas a nutrientes e compostos bioativos direcionados à resistência da superfície nasal e resposta imunológica, essas abordagens permitem um cuidado mais individualizado conforme intensidade dos sintomas, sensibilidade respiratória e necessidade clínica do paciente.

Nesse cenário, a farmácia magistral amplia as possibilidades terapêuticas, permitindo individualização da terapêutica conforme perfil clínico e faixa etária, favorecendo melhor adesão e flexibilidade terapêutica para maior cuidado e conforto.

Cingi et al., 2021

Eixos envolvidos no cuidado do epitélio das vias aéreas

Irrigação nasal e controle inflamatório

A irrigação nasal associada a estratégias anti-inflamatórias e hidratantes pode auxiliar na redução da irritação da mucosa, melhora da congestão nasal, fluidificação de secreções e maior conforto respiratório em períodos de maior sensibilidade sazonal e hiperreatividade das vias aéreas superiores, podendo ser associada a veículos com melhor tolerabilidade e conforto de aplicação.

Lavagem nasal

Uso pediátrico

Sugestão de fórmula • IN
01

Soro em pó para lavagem nasal

Quando usarHigiene nasal e fluidificação de secreções.
Cloreto de sódio1,053 g
Bicarbonato de sódio0,027 g
Sachê qsp1 unidade

Posologia: Diluir em 120 mL de água filtrada/mineral e realizar lavagem nasal, conforme orientação.

Lavagem nasal

Uso adulto

Sugestão de fórmula • IN
02

Soro em pó para lavagem nasal

Quando usarLavagem nasal diária e remoção de excesso de secreção.
Cloreto de sódio2,106 g
Bicarbonato de sódio0,054 g
Sachê qsp1 unidade

Posologia: Diluir em 120 mL de água filtrada/mineral e realizar lavagem nasal, conforme orientação.

Sobre os ativos
Cloreto de sódio (soluções isotônicas)0,9%
Auxilia na limpeza nasal e na fluidificação de secreções.Tai et al., 2022
Bicarbonato de sódio0,02–0,1 g/solução
Contribui para melhorar a tolerabilidade e conforto da mucosa nasal.Tai et al., 2022
Controle inflamatório

Spray nasal anti-inflamatório

Sugestão de fórmula • IN
03

Spray nasal anti-inflamatório

Quando usarCongestão persistente e rinossinusite recorrente.
Budesonida1%
Glicerina5%
Nasalan™ qsp15 mL

Posologia: Aplicar 1 a 2 jatos em cada narina, 1 a 2 vezes ao dia, conforme intensidade dos sintomas e orientação profissional.

Validade da solução nasal: 60 dias.

Sobre os ativos
Budesonida0,5–2 mg/dia
0,5 mg = 1 gota
150 mg = 15 mL (total = 300 gotas)
Auxilia na redução do edema e da hiperreatividade da mucosa nasal.Kosugi et al., 2016
Glicerina2–10%
Favorece hidratação da mucosa e redução do ressecamento nasal.Tai et al., 2022
Hidratação

Gel nasal hidratante

Sugestão de fórmula • IN
04

Gel nasal hidratante

Quando usarRessecamento e irritação da mucosa nasal.
Cloreto de sódio0,45–0,6%
Hidroximetilcelulose0,5%
Glicerina3%
Água destiladaqsp
Gel nasal qsp30 mL

Posologia: Aplicar 1 jato em cada narina, 2 a 3 vezes ao dia.

Sobre os ativos
Cloreto de sódio0,45–0,9%
Auxilia na hidratação da mucosa nasal e melhora do conforto respiratório local.Tai et al., 2022
Glicerina2–10%
Favorece retenção de hidratação e redução do ressecamento da mucosa nasal.
Hidroximetilcelulose0,3–1%
Forma película hidratante que auxilia na proteção e conforto da mucosa nasal.
Faixa de preçoAté R$ 100Até R$ 200Até R$ 300Até R$ 400*Preço sujeito a alterações, sem aviso prévio.

Nasalan™

É um veículo isotônico com pH fisiológico que auxilia na hidratação e conforto da mucosa nasal, favorecendo melhor tolerabilidade em aplicações frequentes e menor potencial irritativo em mucosas sensibilizadas.

Principais diferenciais

  • pH fisiológico.
  • Menor potencial irritativo e melhor conforto na aplicação.
  • Auxílio na hidratação da mucosa.
  • Suporte à integridade da barreira nasal.
  • Melhor tolerabilidade em uso contínuo.
Frascos de spray nasal sobre uma mesa clara
Sugestão de fórmula • IN
08

Descongestionante nasal

Quando usarAlívio imediato da congestão intensa.
Oximetazolina100 mcg/jato
Nasalan™ qsp15 mL

Posologia: Aplicar 1 jato em cada narina até 2 vezes ao dia, por 7 dias.

Sobre os ativos
Oximetazolina50–400 mcg/dose
Auxilia na redução rápida da congestão nasal e melhora do fluxo respiratório.Zeitlin, Shermetaro & Sutton, 2026
Sugestão de fórmula • IN
09

Spray nasal

Quando usarRinite alérgica persistente e hiperreatividade.
Triancinolona acetonida50 mcg/1 jato
Nasalan™ qsp30 mL

Posologia: Aplicar 1 jato em cada narina 2 a 3 vezes ao dia. ≥12 anos: 200 mcg/dia (2 sprays em cada narina, 1 vez ao dia) como dose inicial. Manutenção: 100 mcg/dia (1 spray em cada narina, 1 vez ao dia). 2–12 anos: início em 100 mcg/dia (1 spray em cada narina), podendo aumentar para 200 mcg/dia se necessário.

Conteúdo: cerca de 300 doses.

Sobre os ativos
Triancinolona acetonida100–200 mcg
Auxilia na redução da congestão, espirros e hiperreatividade nasal.Fowler et al., 2021

Resistência imunológica e integridade das mucosas

Mudanças sazonais favorecem maior exposição a agentes respiratórios e comprometimento da integridade das mucosas. A suplementação com nutrientes e compostos bioativos pode fortalecer a barreira mucosa, otimizar a resposta imunológica e contribuir para maior resistência do organismo e melhor tolerabilidade respiratória.

Imunidade

Uso adulto

Sugestão de fórmula • IN
05

Resistência imunológica e integridade das mucosas

Quando usarRecorrência de infecção respiratória e suporte imunológico.
Imunel®300 mg
Vitamina C250 mg
ZincNova™10 mg
Excipiente qsp1 dose

Posologia: 1 dose ao dia, ou conforme orientação profissional.

Imunidade

Uso pediátrico

Sugestão de fórmula • IN
06

Resistência imunológica e integridade das mucosas

Quando usarMaior suscetibilidade a infecções respiratórias.
Wellmune®2,5 mg/kg/dia
ZincNova™0,3–1 mg/kg/dia
Vitamina D400–600 UI/dia
Calda de cacau qsp1 dose

Posologia: 1 dose ao dia, ou conforme orientação profissional.

Faixa de preçoAté R$ 100Até R$ 200Até R$ 300Até R$ 400*Preço sujeito a alterações, sem aviso prévio.
AtivoBenefícioDose usual
Imunel®Derivado da associação de nucleotídeos e goma acácia, auxiliando no suporte imunológico e na hiperreatividade das vias respiratórias.Al-Jubori et al., 2023Adulto: 300–500 mg
Pediátrico: até 3 anos 72 mg; ≥ 3 anos 6,25 mg/kg
Vitamina CContribui para resposta antioxidante e suporte imunológico das mucosas respiratórias.Méndez López et al., 20245–15 mg/kg/dia
Vitamina DAuxilia na resposta imunológica e redução da hiperreatividade respiratória sazonal.Méndez López et al., 2024400–2000 UI/dia
ZincNova™Contribui para integridade das mucosas e equilíbrio da resposta imunológica.Méndez López et al., 20240,3–1 mg/kg/dia

Suporte ao cuidado otológico

A otite externa pode cursar com dor, edema, prurido e secreção, comprometendo o conforto do paciente. A associação de agentes antimicrobianos e anti-inflamatórios tópicos auxilia no controle da infecção bacteriana, redução da inflamação e recuperação do conduto auditivo.

Aplicações clínicas

  • Otite externa.
  • Inflamação do conduto auditivo.
  • Edema e dor local.
  • Infecção bacteriana superficial.
  • Secreção otológica.
  • Cuidado otológico complementar.
Sugestão de fórmula • IN
07

Solução otológica combinada

Quando usarOtite externa com inflamação e infecção bacteriana.
Ciprofloxacina HCl0,2%
Dexametasona0,1%
Solução otológica antisséptica qsp10 mL

Posologia: Aplicar de 2 a 3 gotas diretamente no canal auditivo, conforme orientação profissional.

Sobre os ativos
Ciprofloxacina HCl0,2–0,3% (tópico otológico)
Auxilia no controle bacteriano em otites externas e médias.Zeitlin, Shermetaro & Sutton, 2026
Dexametasona0,05–0,1% (tópico otológico)
Auxilia na redução da inflamação, edema e desconforto local.Zeitlin, Shermetaro & Sutton, 2026

Referências

  1. Al-Jubori Y, Ahmed NTB, Albusaidi R, Madden J, Das S, Sirasanagandla SR. The Efficacy of Gum Arabic in Managing Diseases: A Systematic Review of Evidence-Based Clinical Trials. Biomolecules. 2023 Jan 9;13(1):138. doi:10.3390/biom13010138
  2. Cingi C, Bayar Muluk N, Mitsias DI, Papadopoulos NG, Klimek L, Laulajainen-Hongisto A, Hytönen M, Toppila-Salmi SK and Scadding GK (2021) The Nose as a Route for Therapy: Part 1. Pharmacotherapy. Front. Allergy 2:638136. doi:10.3389/falgy.2021.638136
  3. Fowler, J., Rotenberg, B.W. & Sowerby, L.J. The subtle nuances of intranasal corticosteroids. J of Otolaryngol - Head & Neck Surg 50, 18 (2021). doi:10.1186/s40463-020-00480-z
  4. Kosugi, E. M., Moussalem, G. F., Simões, J. C., Souza, R. P. e S. F. de, Chen, V. G., Saraceni Neto, P., & Mendes Neto, J. A. (2016). Topical therapy with high-volume budesonide nasal irrigations in difficult-to-treat chronic rhinosinusitis. Brazilian Journal of Otorhinolaryngology, 82(2), 191-97. doi:10.1016/j.bjorl.2015.04.002
  5. Mah E, Kaden VN, Kelley KM, Liska DJ. Beverage Containing Dispersible Yeast β-Glucan Decreases Cold/Flu Symptomatic Days After Intense Exercise: A Randomized Controlled Trial. J Diet Suppl. 2020;17(2):200-210. doi:10.1080/19390211.2018.1495676
  6. Mello Júnior, J. F., Mion, O. G., Andrade, N. A., Anselmo-Lima, W. T., Stamm, A. E. C., Almeida, W. L. C., Filho, P. O. C., Castro, J. C., Pádua, F. G. M., Romano, F. R., Santos, R. P., Roitmann, R., Voegels, R. L., Meirelles, R. C., Sá, L. C., Moacyr, M. T., Santos, M. C. J., & Guimarães, R. E. S. (2013). Documento de posicionamento da Academia Brasileira de Rinologia sobre terapia tópica intranasal. Brazilian Journal of Otorhinolaryngology, 79(3), 391–400. doi:10.5935/1808-8694.20130067
  7. Méndez López LF, González Llerena JL, Vázquez Rodríguez JA, Medellín Guerrero AB, González Martínez BE, Solís Pérez E, López-Cabanillas Lomelí M. Dietary Modulation of the Immune System. Nutrients. 2024 Dec 18;16(24):4363. doi:10.3390/nu16244363
  8. Park DY, Choi JH, Kim DK, Jung YG, Mun SJ, Min HJ, Park SK, Shin JM, Yang HC, Hong SN, Mo JH. Clinical Practice Guideline: Nasal Irrigation for Chronic Rhinosinusitis in Adults. Clin Exp Otorhinolaryngol. 2022 Feb;15(1):5-23. doi:10.21053/ceo.2021.00654
  9. Rinologia EPM. (n.d.). Budesonida manipulada. Recuperado em 11 de maio de 2026, de. https://www.rinoepm.com.br/rotinas/budesonida
  10. Tai, J., Han, M., Lee, D., Park, I.-H., Lee, S. H., & Kim, T. H. (2022). Different Methods and Formulations of Drugs and Vaccines for Nasal Administration. Pharmaceutics, 14(5), 1073. doi:10.3390/pharmaceutics14051073
  11. Zeitlin J, Shermetaro C, Sutton AE. Rhinitis Medicamentosa. [Updated 2026 Mar 23]. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2026 Jan-. Available from:. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK538318/
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