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Fórmula & Cia Saúde da mulher

Estratégias terapêuticas na saúde geniturinária feminina

Hidratação vaginal, microbiota e recorrências urogenitais

Mulher jovem sorrindo, de camisa coral

Formulações direcionadas à hidratação vaginal, integridade da mucosa íntima e equilíbrio do ambiente vaginal em diferentes fases da vida da mulher.

Visão geral

De acordo com a Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (RBGO, 2022), a integridade da mucosa vaginal e o equilíbrio da microbiota íntima exercem papel importante no conforto urogenital feminino, influenciando hidratação, elasticidade, proteção local e estabilidade do pH vaginal. Alterações hormonais, uso recorrente de antimicrobianos, atividade sexual e mudanças do ambiente vaginal podem favorecer secura, irritação, desconforto íntimo e maior predisposição a recorrências infecciosas.

Estratégias locais com ácido hialurônico, estradiol e prasterona podem auxiliar na hidratação vaginal, recuperação do trofismo epitelial e melhora do conforto íntimo. O suporte à microbiota vaginal com Lactobacillus pode contribuir para a manutenção do equilíbrio microbiológico e da integridade da mucosa. Ativos como cranberry, D-manose e probióticos podem ser utilizados como estratégias complementares em recorrências urogenitais, com foco em suporte à microbiota, proteção do trato urinário e redução da adesão bacteriana.

A manipulação magistral permite individualizar concentrações, associações e formas farmacêuticas, incluindo óvulos, cápsulas vaginais, cremes, géis mucoadesivos e formulações orais, possibilitando estratégias direcionadas à necessidade clínica de cada paciente.

Estratégias terapêuticas para a síndrome geniturinária em mulheres

Ressecamento e desconforto vaginal

A redução estrogênica pode diminuir a vascularização e a lubrificação vaginal, favorecendo ressecamento, desconforto íntimo, ardência e dispareunia.

Zeng et al., 2024Melhor indicado para
  • Mulheres na menopausa com secura e desconforto vaginal.
  • Pacientes com irritação, ardor e redução da lubrificação íntima.
Não hormonal

Hidratação e integridade da mucosa vaginal

Terapias não hormonais com hidratantes vaginais podem auxiliar no conforto íntimo e na redução da secura vaginal, especialmente em mulheres com sintomas leves da síndrome geniturinária da menopausa. Em pacientes com histórico de câncer de mama, estratégias não hormonais costumam ser consideradas como abordagem inicial para hidratação e suporte da mucosa vaginal.

Valadares et al., 2022

Sugestão de fórmula • OUT
01

Hidratação e integridade da mucosa vaginal

Quando usarAuxilia na hidratação e conforto da mucosa vaginal.
Ácido hialurônico50 mg
Ácido lático1%
Gel mucoadesivo vaginal qsp1 unidade

Posologia: Aplicação vaginal 2 vezes por semana, por 12 semanas, ou conforme orientação médica.

Sobre os ativos
Ácido hialurônico50–250 mg
Favorece retenção hídrica na mucosa vaginal, auxiliando na hidratação, elasticidade e recuperação epitelial.Valadares et al., 2022
Ácido lático0,5–2%
Auxilia no equilíbrio do pH vaginal e na manutenção do ambiente vaginal fisiológico.Valadares et al., 2022
Hormonal

Trofismo e recuperação da mucosa vaginal

A terapia com estrogênio vaginal é considerada uma das abordagens mais eficazes para melhora do trofismo epitelial, hidratação local e sintomas associados à síndrome geniturinária da menopausa.

Valadares et al., 2022; Nappi et al., 2019

Sugestão de fórmula • OUT
02

Trofismo e lubrificação vaginal

Quando usarFavorece trofismo epitelial e lubrificação vaginal. O gel mucoadesivo amplia o contato local com a mucosa.
Estriol0,1%
Gel mucoadesivo qsp0,8 g

Posologia: Aplicação vaginal 2 vezes por semana, por 12 semanas, ou conforme orientação médica.

Sobre os ativos
Estriol0,01–0,1%
Favorece trofismo epitelial, hidratação local e redução do desconforto vaginal associado à deficiência estrogênica.Valadares et al., 2022
Sugestão de fórmula • OUT
03

Maior elasticidade e conforto

Quando usarAuxilia na elasticidade e funcionalidade da mucosa. O filme vaginal proporciona aplicação localizada, discreta e prática.
Prasterona (DHEA)6,5 mg
Filme vaginal qsp1 dose

Posologia: Aplicação vaginal à noite, ou conforme orientação médica.

Sobre os ativos
Prasterona6,5–10 mg
Precursor hormonal de ação intracelular local que auxilia na lubrificação, elasticidade e melhora do desconforto íntimo.
Faixa de preçoAté R$ 100Até R$ 200Até R$ 300Até R$ 400*Preço sujeito a alterações, sem aviso prévio.

Vaginose bacteriana e candidíase

Durante a perimenopausa, a redução estrogênica diminui o glicogênio vaginal e a presença de lactobacilos, favorecendo elevação do pH vaginal e maior predisposição a recorrências infecciosas. Probióticos orais e vaginais auxiliam no equilíbrio da microbiota vaginal e na manutenção do ambiente vaginal fisiológico.

Chattrakulchai et al., 2025Melhor indicado para
  • Mulheres com infecções de repetição.
  • Alterações recorrentes do pH e desconforto íntimo.
1 · Fase ativa

Fase ativa da vaginose bacteriana

Sugestão de fórmula • OUT
04

Combate à infecção bacteriana e controle dos sintomas vaginais

Quando usarAuxilia no controle da vaginose bacteriana.
Metronidazol0,75%
Gel mucoadesivo vaginal qsp5 g

Posologia: Aplicar via vaginal à noite, por 5 a 7 dias, ou conforme orientação médica.

*Opções conforme diagnóstico: clindamicina ou secnidazol para vaginose bacteriana; nistatina ou fluconazol para candidíase, conforme avaliação médica.

Sobre os ativos
Metronidazol0,75–10%
Reduz bactérias anaeróbias associadas à vaginose bacteriana e o ambiente vaginal.Günther et al., 2022
Complementar

Reequilíbrio vaginal complementar

Sugestão de fórmula • OUT
06

Reequilíbrio do ambiente vaginal

Quando usarAuxilia no suporte complementar do ambiente vaginal.
Ácido bórico*300 mg
Ácido lático1%
Óvulo qsp1 unidade

Posologia: Aplicar via vaginal à noite por 7 a 10 dias, ou conforme orientação médica.

*Consideração importante: o ácido bórico vaginal deve ser utilizado com avaliação individualizada e não é indicado durante a gestação.

Sobre os ativos
Ácido bórico300–600 mg
Auxilia no equilíbrio do pH vaginal e suporte complementar em recorrências vaginais.Günther et al., 2022
Ácido lático0,5–2%
Auxilia na manutenção do pH vaginal fisiológico e suporte ao ambiente vaginal.Günther et al., 2022
2 · Recuperação

Fase de recuperação microbiológica

Sugestão de fórmula • OUT
05

Reposição de lactobacilos e suporte ao equilíbrio do pH vaginal

Quando usarAuxilia na recuperação da microbiota vaginal.
Lactobacillus crispatus3 BLH.UFC
Lactobacillus rhamnosus3 BLH.UFC
Cápsula vaginal qsp1 dose

Posologia: Aplicar via vaginal 1 vez ao dia por 7 dias após o término da terapêutica antimicrobiana. Após esse período, utilizar 1 a 2 vezes por semana, ou conforme orientação médica.

Sobre os ativos
Lactobacillus crispatus1–10 BLH.UFC
Auxilia na manutenção do pH vaginal fisiológico e favorece predominância de lactobacilos.Zeng et al., 2024
Lactobacillus rhamnosus1–10 BLH.UFC
Contribui para estabilidade da microbiota vaginal e suporte contra recorrências.Zeng et al., 2024
3 · Manutenção

Fase de manutenção da microbiota vaginal

Sugestão de fórmula • OUT
07

Estratégia complementar para reduzir infecções vaginais

Quando usarManutenção da microbiota e conforto vaginal.
Lactobacillus crispatus5 BLH.UFC
Lactobacillus rhamnosus5 BLH.UFC
Óleo de coco2%
Cápsula vaginal qsp1 dose

Posologia: Aplicar via vaginal 1 a 2 vezes por semana, ou conforme orientação médica.

Sobre os ativos
Óleo de coco1–10%
Auxilia na lubrificação e conforto da mucosa vaginal, favorecendo hidratação local.
Faixa de preçoAté R$ 100Até R$ 200Até R$ 300Até R$ 400*Preço sujeito a alterações, sem aviso prévio.

Infecção urinária recorrente

Melhor indicado para
  • Mulheres com infecção urinária de repetição.
  • Pacientes com histórico frequente de cistite pós-menopausa.
Recorrências

Suporte complementar para infecções urinárias recorrentes

Sugestão de fórmula • OUT
08

Suporte na resposta imune contra infecções recorrentes

Quando usarAuxilia na proteção do trato urinário e recorrências.
Cranberry500 mg
D-manose1 g
Própolis200 mg
Lactobacillus rhamnosus5 BLH.UFC
Sachê qsp1 dose

Posologia: Administrar 1 dose ao dia, ou conforme orientação médica.

Sobre os ativos
Cranberry (Vaccinium macrocarpon)250–500 mg
Auxilia na redução da adesão bacteriana ao trato urinário, principalmente E. coli.Konesan et al., 2022
D-manose500 mg–2 g
Atua reduzindo a adesão bacteriana ao urotélio, especialmente relacionada à E. coli.Konesan et al., 2022
Lactobacillus rhamnosus1–10 BLH.UFC
Contribui para equilíbrio da microbiota intestinal e vaginal associado à saúde urogenital.Zeng et al., 2024
Própolis (Apis mellifera L.)200–1000 mg
Eficaz na prevenção e tratamento adjuvante de infecções urinárias, como bacteriostático contra E. coli uropatogênica.Konesan et al., 2022
Gestação

Equilíbrio da microbiota e do trato urinário na gestação

Durante a gestação, alterações hormonais e imunológicas podem favorecer mudanças na microbiota vaginal e maior predisposição a infecções urinárias. Estratégias complementares com D-manose e probióticos podem ser consideradas conforme avaliação médica, sempre com foco em segurança materno-fetal.

Sugestão de fórmula • OUT
09

Suporte para microbiota e trato urinário na gestação

Quando usarAuxilia no suporte da microbiota e trato urinário.
D-manose500 mg
Lactobacillus rhamnosus5 BLH.UFC
Lactobacillus reuteri5 BLH.UFC
Sachê qsp1 dose

Posologia: Administrar 1 dose ao dia, ou conforme orientação médica.

Sobre os ativos
Lactobacillus reuteri1–10 BLH.UFC
Auxilia no equilíbrio da microbiota vaginal e impede colonização e proliferação de patógenos no trato geniturinário.Zeng et al., 2024
Faixa de preçoAté R$ 100Até R$ 200Até R$ 300Até R$ 400*Preço sujeito a alterações, sem aviso prévio.

Resumo

Como direcionar a terapêutica

Condição clínica da pacienteEstratégia terapêutica sugerida
Secura e atrofia vaginalEstriol vaginal
Desconforto íntimo leve/moderadoÁcido hialurônico
Dispareunia e perda de elasticidadePrasterona
Vaginose bacteriana recorrenteMetronidazol + probióticos
Infecção urinária recorrenteCranberry + D-manose + probióticos

Referências

  1. Chattrakulchai K, Pongchaikul P, Wattanayingcharoenchai R, Tantitham C, Manonai J. Urinary microbiomes in postmenopausal women with or without urinary symptoms of the genitourinary syndrome of menopause: a cross-sectional study. Sci Rep. 2025 Apr 14;15(1):12796. doi:10.1038/s41598-025-97725-6
  2. Günther, V., Allahqoli, L., Watrowski, R., Maass, N., Ackermann, J., von Otte, S., & Alkatout, I. (2022). Vaginal Microbiome in Reproductive Medicine. Diagnostics, 12(8), 1948. doi:10.3390/diagnostics12081948
  3. Konesan J, Liu L, Mansfield KJ. The Clinical Trial Outcomes of Cranberry, D-Mannose and NSAIDs in the Prevention or Management of Uncomplicated Urinary Tract Infections in Women: A Systematic Review. Pathogens. 2022 Dec 5;11(12):1471. doi:10.3390/pathogens11121471
  4. Nappi RE, Martini E, Cucinella L, Martella S, Tiranini L, Inzoli A, Brambilla E, Bosoni D, Cassani C and Gardella B (2019) Addressing Vulvovaginal Atrophy (VVA)/Genitourinary Syndrome of Menopause (GSM) for Healthy Aging in Women. Front. Endocrinol. 10:561. doi:10.3389/fendo.2019.00561
  5. Nieto, MR, Rus, MJ, Areal-Quecuty, V. et al. Mudanças da menopausa na saúde da mulher e nos nichos microbianos. npj Womens Health 3 , 3 (2025). doi:10.1038/s44294-024-00050-y
  6. Tiwari M, Acharya N, Mahakarkar M. Navigating the Vaginal Milieu During Perimenopause: A Narrative Review of Physiological Changes and Clinical Implications. J Pharm Bioallied Sci. 2025 May;17(Suppl 1):S92-S95. doi:10.4103/jpbs.jpbs_1493_24
  7. Valadares ALR, Kulak Junior J, Paiva LHSDC, Nasser EJ, Silva CRD, Nahas EAP, Baccaro LFC, Rodrigues MAH, Albernaz MA, Wender MCO, Mendes MC, Dardes RCM, Strufaldi R, Bocardo RC, Pompei LM. Genitourinary Syndrome of Menopause. Rev Bras Ginecol Obstet. 2022 Mar;44(3):319-324. doi:10.1055/s-0042-1748463
  8. Zeng Q, Shu H, Pan H, Zhang Y, Fan L, Huang Y, Ling L. Associations of vaginal microbiota with the onset, severity, and type of symptoms of genitourinary syndrome of menopause in women. Front Cell Infect Microbiol. 2024 Sep 24;14:1402389. doi:10.3389/fcimb.2024.1402389
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