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Holística Manipulação, Saúde e Bem-Estar Saúde metabólica

Gerenciamento do peso

Apetite, saciedade e metabolismo energético

Mulher sorrindo pulando corda

Opções naturais como coadjuvantes para a terapêutica da obesidade: regulação do peso, do apetite e do metabolismo energético.

Visão geral

A obesidade é uma condição complexa que atinge mundialmente aproximadamente dois bilhões de pessoas. Este distúrbio caracteriza-se pelo acúmulo excessivo de gordura corporal e está associado a fatores não modificáveis, como o envelhecimento, que intensifica as inflamações sistêmicas crônicas e o estresse oxidativo. Esses fatores predispõem os indivíduos a outras comorbidades, incluindo hipertensão, diabetes tipo 2 e dislipidemia, bem como a apneia do sono.

Elmaleh-Sachs et al., 2023

O tratamento eficaz da obesidade não se restringe apenas à perda de peso, mas também ao controle das comorbidades metabólicas. Diversas abordagens terapêuticas, como dietas restritivas e a prática de atividade física, são empregadas, mas nem todos os pacientes conseguem aderir de forma consistente, o que aumenta o desafio no manejo do peso.

Parmar & Can, 2023

Dentro deste contexto, o uso de alternativas naturais, suplementos e nutracêuticos é apontado pela literatura como possível alternativa para suprimir o apetite e melhorar o metabolismo. Estas substâncias atuam por meio da regulação de vias de sinalização ligadas à saciedade, como a modulação dos hormônios grelina e leptina. Além disso, algumas também têm mostrado potencial promissor na promoção da lipólise e do aumento da taxa metabólica basal.

Shaik et al., 2023

Entre as alternativas estão substâncias naturais, ricas em polifenóis, dentre outros compostos, que têm demonstrado influência positiva no balanço energético e no aumento da termogênese, induzindo perda de gordura, bem como na regulação da saciedade e do apetite, contribuindo para o controle do comportamento alimentar.

Dini & Mancusi, 2023

Diferentes opções terapêuticas e suplementares, por variados mecanismos, podem beneficiar minimizando as disfunções metabólicas e estimulando moléculas envolvidas no controle da ingestão alimentar e na perda de peso.

Genchi et al., 2023

O uso de substâncias naturais com potencial para interagir com moléculas ligadas à saciedade e à oxidação de ácidos graxos pode contribuir no adequado gerenciamento do peso, bem como auxiliar no controle de comorbidades associadas ao excesso de peso e, quando combinado a mudanças no estilo de vida, pode ser uma estratégia complementar eficaz para o manejo adequado da obesidade.

Stuby et al., 2019

Gerenciamento do peso

Associação de diferentes substâncias e mecanismos

Já sabemos que a obesidade é uma condição complexa relacionada a diferentes disfunções no metabolismo energético. A utilização de substâncias que atuam por diferentes mecanismos pode ser uma estratégia promissora para inibir a adipogênese desregulada, ativar o tecido adiposo marrom (BAT), modular vias neuroendócrinas e equilibrar a microbiota, bem como hormônios intestinais. A compreensão desses mecanismos pode favorecer novas abordagens terapêuticas personalizadas em cada tratamento.

Ammendola, 2022

O papel da termogênese no controle do peso

A ativação de receptores β3-adrenérgicos promove a lipólise por meio da indução da atividade da proteína de desacoplamento (UCP-1), contribuindo para a termogênese. Já o PPAR-α também desempenha um papel crucial no metabolismo energético ao aumentar a oxidação de ácidos graxos, reduzindo o tecido adiposo. A ativação de UCP-1 no tecido adiposo marrom (BAT) participa como um regulador-chave no metabolismo energético, estimulando a termogênese, o que resulta em maior dissipação de energia em forma de calor. Isso pode promover a degradação da gordura, permitindo a perda de peso em indivíduos obesos.

Liu et al., 2023

Moduladores de apetite no tratamento da obesidade

Influência do PPAR-γ sobre a regulação insulínica e a saciedade

Substâncias que ativam o PPAR-γ e o TRPV1 e regulam os níveis de grelina e peptídeo YY (PYY) podem ser alternativas promissoras ao aumentar a saciedade, reduzindo o apetite, contribuindo no controle do comportamento alimentar compulsivo.

O PPAR-γ (receptor gama ativado por proliferador de peroxissoma) é uma molécula-chave na regulação do metabolismo de lipídios e da glicose. Sua ativação aumenta a sensibilidade à insulina e melhora o metabolismo lipídico. Além disso, tem papel crucial na regulação do apetite, influenciando a perda de peso e reduzindo a ingestão alimentar.

Corzo & Griffin, 2013

O mecanismo de TRPV1 na redução do apetite

TRPV1 (receptor vaniloide tipo 1) é um receptor sensível à temperatura e à capsaicina, que participa da regulação do apetite. Quando ativado, promove a supressão do apetite e aumenta a saciedade. Essa ativação reduz a compulsão alimentar, favorecendo o gerenciamento do peso.

Christie et al., 2018

Equilíbrio do apetite com grelina e peptídeo YY (PYY)

A modulação dos níveis dos hormônios grelina e PYY pode ser eficaz no estímulo da saciedade, melhorando o controle da ingestão alimentar e o tratamento da obesidade, especialmente quando relacionada a comportamento alimentar compulsivo. A grelina é conhecida por estimular o apetite, enquanto o PYY é um hormônio que induz aumento da sensação de saciedade. A modulação dessas vias pode favorecer o controle do apetite e/ou reduzir a ingestão alimentar, influenciando positivamente a terapêutica da obesidade.

Stuby et al., 2019

Balanço energético, tecido adiposo branco e marrom Adaptado de Liu et al., 2022 · toque para ampliar

Ilustração comparando um corpo com obesidade e um corpo magro, uma balança entre ingestão e consumo e os tecidos adiposos: o tecido adiposo marrom contém grande número de mitocôndrias e alta expressão de UCP-1, com função antiobesidade ligada ao aumento do gasto energético; o tecido adiposo branco armazena gota lipídica

Leptina

A leptina é um hormônio produzido principalmente pelo tecido adiposo que desempenha um papel essencial na regulação do apetite e do peso corporal. Sua principal função é comunicar ao cérebro (hipotálamo) a quantidade disponível de tecido adiposo armazenado; quando este aumenta, os níveis de leptina também se elevam, sinalizando para induzir maior sensação de saciedade e inibir o apetite.

Todavia, indivíduos obesos frequentemente apresentam resistência à leptina: altos níveis do hormônio não conseguem inibir o apetite ou estimular o gasto energético de forma eficaz, levando ao descontrole do apetite e ao armazenamento de tecido adiposo.

Vilariño-García et al., 2013

Atuação da adiponectina na estratégia metabólica contra a obesidade

A adiponectina é um hormônio produzido pelo tecido adiposo que desempenha importante papel na regulação do metabolismo lipídico e na sensibilidade à insulina. Sua ação está associada ao aumento da oxidação de ácidos graxos e à redução do tecido adiposo. Níveis elevados de adiponectina contribuem para uma maior capacidade de queima de gordura, enquanto níveis reduzidos estão correlacionados com obesidade, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Substâncias naturais como resveratrol, curcumina e ácido alfa-lipoico têm demonstrado potencial em modular seus níveis, contribuindo para a perda de gordura corporal e favorecendo o controle glicêmico e lipídico.

Barber et al., 2022

Sirtuína-1 (SIRT-1) e proteína quinase ativada por adenosina monofosfato (AMPK)

A SIRT-1 e a AMPK desempenham papéis importantes no controle do metabolismo energético e lipídico, como também de vias ligadas à sensibilidade à insulina. A ativação dessas moléculas está associada ao aumento da lipólise, processo fundamental para a redução do acúmulo de tecido adiposo.

O sinergismo desses mecanismos pode ser alvo promissor para intervenções terapêuticas contra a obesidade, principalmente em pacientes com resistência insulínica ou desordens metabólicas.

A ativação de SIRT-1 e AMPK por substâncias naturais pode atuar sinergicamente para regular o metabolismo energético, induzindo a oxidação de ácidos graxos e a lipólise, o que resulta em adequado gerenciamento do peso e de desordens metabólicas associadas à obesidade.

Price et al., 2012

Sugestões de fórmulas

Sugestão de fórmula • IN
01

Influenciar na saciedade e no controle do apetite

Slendesta™150 mg
Citrus sinensis250 mg
Crocus sativus90 mg
Panax ginseng130 mg
Resveratrol100 mg

Posologia: Ingerir 1 dose, 2 vezes ao dia, 1 hora antes das principais refeições, ou conforme indicado.

Sobre os ativos
Slendesta™300 mg · saciedade
Estimula maior liberação do hormônio colecistoquinina (CCK), molécula envolvida com a regulação da saciedade.Flechtner-Mors et al., 2020
Citrus sinensis500 mg · oxidação de ácidos graxos e lipólise
Reduz a adipogênese e promove a termogênese, através da ativação de UCP-1.Briskey et al., 2022
Crocus sativus L.Até 180 mg · saciedade
Atua inibindo a recaptação de serotonina, reduzindo o comportamento alimentar compulsivo e suprimindo o apetite.Kermani et al., 2021
Panax ginseng200 mg a 500 mg · saciedade
Consegue atuar sobre a grelina e o PYY, promovendo o aumento da saciedade e a redução da ingestão alimentar.Phung et al., 2022
Resveratrol150 mg a 500 mg · saciedade
Atua como estimulador do PPAR-γ, mecanismo envolvido na modulação da saciedade, no metabolismo glicêmico e na sensibilidade à insulina.Berman et al., 2017; Tao & Ma, 2020
Sugestão de fórmula • IN
02

Aumento da taxa metabólica e da oxidação de ácidos graxos

Camellia sinensis (chá verde)200 mg
Café verde150 mg
Garcinia cambogia300 mg
Metabolid®250 mg
Coleus forskohlii150 mg

Posologia: Ingerir 1 dose, 2 vezes ao dia, 1 hora antes das principais refeições, ou conforme indicado.

Sobre os ativos
Extrato de café verde (Coffea canephora)300 mg · metabolismo lipídico e glicêmico
Favorece a redução do estresse oxidativo, retarda a absorção de carboidratos e favorece a oxidação de ácidos graxos.Onakpoya et al., 2011
Extrato de chá verde (Camellia sinensis)Até 500 mg · oxidação de ácidos graxos e lipólise
O composto epigalocatequina galato (EGCG) contribui no estímulo da termogênese e da lipólise, através da ativação de receptores β3-adrenérgicos e da oxidação de ácidos graxos mediada pelo PPAR-α.Hursel & Westerterp-Plantenga, 2013
Garcinia cambogia300 mg a 1.500 mg · oxidação de ácidos graxos e lipólise
O ácido hidroxicítrico consegue inibir a lipogênese e promover a lipólise, por estímulo da oxidação de ácidos graxos, contribuindo para o gerenciamento do peso.Onakpoya et al., 2011
Metabolid®500 mg · oxidação de ácidos graxos e lipólise
Fitoativo exclusivo padronizado em 3% de antocianidinas e 15% de verbascosídeos, composto por uma associação de extratos vegetais; favorece o aumento dos níveis de GLP-1 e o gasto energético.Lee et al., 2018
Coleus forskohlii250 mg a 500 mg · oxidação de ácidos graxos e lipólise
A forskolina, principal composto ativo, está envolvida na regulação de AMPc nas células, o que pode resultar em maior gasto energético e redução do tecido adiposo.Kamohara, 2016
Sugestão de fórmula • IN
03

Otimizar a lipólise e a termogênese

Curcuma longa (Cureit®)70 mg
Quercetina250 mg
Resveratrol150 mg
Capsaicina*2 mg

Posologia: Ingerir 1 dose, 2 vezes ao dia, 1 hora antes das principais refeições, ou conforme indicado.

*Obs.: devido à presença de capsaicina (pimenta vermelha), é necessário observar se o paciente possui desordens gástricas para essa sugestão.

Sobre os ativos
Curcuma longa (Cureit®)25 mg a 500 mg · oxidação de ácidos graxos e lipólise
Devido aos seus variados mecanismos de atuação (antioxidante, anti-inflamatório, modulação de adipocinas e imunomodulador), pode influenciar na ativação da via AMPK, contribuindo na melhora da sensibilidade à insulina e do metabolismo lipídico; favorece o equilíbrio do metabolismo energético, que estimula a oxidação de ácidos graxos e a lipólise, levando à redução da gordura corporal.Panah et al., 2025; Nurcahyanti et al., 2022
Quercetina500 mg a 1.000 mg · metabolismo lipídico e glicêmico
Sua atuação envolve a inibição de vias pró-inflamatórias, como a COX-2, e a ativação da via AMPK, que estimula a oxidação de ácidos graxos e a lipólise, ajudando no gerenciamento do peso e na proteção contra a obesidade. Favorece a proteção cardiovascular contra o estresse oxidativo.Li et al., 2016
Resveratrol150 mg a 500 mg · saciedade
Atua como estimulador do PPAR-γ, mecanismo envolvido na modulação da saciedade, no metabolismo glicêmico e na sensibilidade à insulina.Berman et al., 2017; Tao & Ma, 2020
CapsaicinaAté 6 mg · oxidação de ácidos graxos e lipólise
Presente em pimentas vermelhas, ativa receptores TRPV1, estimulando a termogênese. Além disso, é sugerido que também contribua para a lipólise, por ativar os receptores β3-adrenérgicos, reduzindo o acúmulo de gordura, melhorando o metabolismo e a expressão de UCP-1 para ação sobre o tecido adiposo.Berman et al., 2017; Tao & Ma, 2020
Sugestão de fórmula • IN
04

Auxiliar no controle de desordens metabólicas

Berberina250 mg
Picolinato de cromo600 mcg
Ácido alfa-lipoico200 mg
Bio Mamps® Akkermansia muciniphila15 mg

Posologia: Ingerir 1 dose, 2 vezes ao dia, 1 hora antes das principais refeições, ou conforme indicado.

Sobre os ativos
Berberina500 mg a 1.500 mg · oxidação de ácidos graxos e lipólise
Atua favoravelmente sobre vias metabólicas, pois ativa a via AMPK, melhorando o metabolismo lipídico e a oxidação de ácidos graxos, reduzindo níveis de gordura corporal e favorecendo a redução da resistência à insulina.Zhang et al., 2010; Wu & Zou, 2020
Picolinato de cromo200 mcg a 1.000 mcg · saciedade
O cromo é um componente essencial do fator de tolerância à glicose (GTF), que otimiza a ação da insulina, facilitando a captação de glicose. Pode influenciar no metabolismo de carboidratos, equilibrando a produção e a utilização de glicose pelos tecidos e favorecendo a redução da compulsão por carboidratos.Zhao et al., 2022
Ácido alfa-lipoico300 mg a 600 mg · metabolismo lipídico e glicêmico
Aumenta a captação de glicose pelas células e reduz a resistência à insulina, auxiliando no controle glicêmico. Contribui ainda na neutralização de radicais livres e influencia positivamente a microcirculação, protegendo contra o estresse oxidativo e contra danos celulares.Hsieh et al., 2023
Bio Mamps® Akkermansia muciniphila12,5 mg a 100 mg · metabolismo lipídico e glicêmico
É uma bactéria encontrada no trato intestinal e está associada a uma melhora significativa em diferentes parâmetros da síndrome metabólica, equilibrando a integridade da barreira intestinal. Consegue modular a inflamação crônica de baixo grau associada à obesidade e melhora a sensibilidade à insulina, contribuindo para o adequado controle glicêmico. Pode influenciar o metabolismo lipídico e energético, auxiliando no gerenciamento do peso.Abuqwider et al., 2021

Referências

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  3. Barber, T.M.; Kabisch, S.; Randeva, H.S.; Pfeiffer, A.F.H.; Weickert, M.O. Implications of Resveratrol in Obesity and Insulin Resistance: A State-of-the-Art Review. Nutrients 2022, 14, 2870. doi:10.3390/nu14142870
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